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Cruzada

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Ridley Scott é um diretor que gosta de ver a história no cinema. Antes de se aventurar sobre a época dos cavaleiros das cruzadas ele já havia nos levado à Roma dos gladiadores. O filme Cruzada nos apresenta uma versão dos acontecimentos entre a segunda e a terceira cruzada, mostrando o equilíbrio de forças entre o rei de Jerusalém, Balduíno IV, e o sultão Saladino. Misturando personagens reais e ficcionais, Ridley Scott constrói um grande épico sobre as cruzadas jamais visto no cinema. As cruzadas foram expedições militares onde sua origem e motivos são interessantes de colocarmos aqui. Quando em 1095, o papa Urbano II, no Concílio de Clermont, convoca os cristãos para combater os infiéis na Terra Santa, o santo padre, em parte, atendia ao pedido do imperador bizantino Aleixo Comneno que sentia-se ameaçado com a expansão turca. Essa expansão também ameaçava a segurança dos fiéis que peregrinavam rumo a Terra Santa. Dessa forma Urbano II convoca uma ofensiva contra o Islã, onde os c...

O Discurso do Rei

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Cinebiografias são sempre complicadas. Para alguns estudiosos esse tipo de filme mitifica a vida daquele que é retratado, distorcendo ou omitindo fatos. O caso mais recente trata-se do filme O Discurso do Rei que conta a história da amizade entre o rei George VI (Colin Firth) e seu terapeuta Lionel Logue (Geoffrey Rush) num momento muito crucial para a Inglaterra: a Segunda Guerra Mundial. Alguns críticos apontam que o filme de Tom Hooper omite fatos que diz respeito a George VI, que este era simpatizante do nazismo ou até mesmo anti-semita. Albert Frederick Arthur George tornou-se George VI quando seu irmão, Eduardo VIII, renunciou ao trono inglês para viver junto com a norte-americana Wallis Simpson. George VI então viu-se responsável por conduzir a Inglaterra contra a Alemanha de Hitler na Segunda Guerra Mundial. O filme de Tom Hooper concentra-se na dificuldade que o rei tinha para falar em público, pois era gago. Junto ao seu terapauta Lionel Logue, o rei procura superar seu pr...

A Múmia

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Folheando um livro didático destinado ao 6º ano do ensino fundamental uma coisa me chamou a atenção, na unidade referente às civilizações da África e do Oriente as ilustrações usadas na apresentação do conteúdo eram imagens de filmes. No caso do Egito Antigo a imagem utilizada era do filme O Retorno da Múmia (2001). As imagens eram usadas em tom desafiador. O texto referente a essas imagens questionava o aluno se ele sabia de quais filmes as imagens se relacionavam. A dica para relacionar a imagem do filme O Retorno da Múmia ao Egito Antigo era a seguinte: "Um se passa em um país conhecido por construções como pirâmides e esfinge". Refletindo sobre a situação exposta acima é incrível percebemos o quanto pouco sabemos sobre as antigas civilizações da África e do Oriente, pelo menos no que tange ao conteúdo exposto nos currículos escolares. Acabamos criando um imaginário apartir de algo bem elementar que nos é sugestionado como as pirâmides por exemplo, sendo que a pirâmide...

O Código Da Vinci

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O que torna interessante a análise do filme O Código Da Vinci , no que proponho aqui no blog, relaciona-se ao que tornou o livro escrito por Dan Brown um best-seller mundial: os fatos históricos apresentados, mas precisamente relacionados a Jesus Cristo. Acredito que todos se lembram quando o livro foi lançado e a polêmica causada – logo um filme baseado na obra não tardaria. Vamos aqui nos ater em algumas das questões históricas que a trama aborda e que foram utilizadas no enredo do filme. Em O Código Da Vinci , filme dirigido por Ron Howard, o professor de simbologia Robert Langdon (Tom Hanks) acaba envolvido num misterioso assassinato ocorrido no Museu do Louvre em Paris, onde a vítima era a guardiã do mais bem guardado segredo que poderia mudar a história da humanidade, segredo este que poderia acabar com o poder da Igreja Católica. A partir daí, Robert Langdon, junto com a criptógrafa francesa Sophie Neveu, vive uma aventura frenética, rodeada de suspense seguindo pistas deixada...

Cinema como recurso didático nas aulas de história.

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Nesse perspectiva, ensinar é estabelecer relações interativas que possilitem ao educando elaborar representações pessoais sobre os conhecimentos, os objetos de ensino e da apredizagem. O ensino se articula em torno doa alunos e dos conhecimentos e a aprendizagem depende desse conjunto de interações. Selva Guimarães Fonseca. Didática e Prática de ensino de História. Imaginemos a seguinte situação: uma aula de história para uma turma do 7º ano do ensino fundamental. Conteúdo da aula: Descobrimento da América. Após o professor apresentar o assunto, apoiado pelo livro didático, o docente sugere aos seus alunos que assistam em casa o filme 1492: A Conquista do Paraíso , de Ridley Scott. Alguns alunos atenderão ao pedido do professor e irão assistir ao filme. A partir da situação acima, que voltaremos a discutir, podemos analisar uma das relações existentes entre o Cinema e a História: o uso do filme no ensino de História. Nesse texto pretendo abordar essa relação para que possamos perce...

Biografia de Tolstoi nas telas

Leon Tolstoi foi um dos grandes nomes da literatura russa do século XIX. O autor dos clássicos Guerra e Paz e Anna Karenina , cujos textos desafiam as ideias da igreja e do governo, terminou a vida como um pacifista, pregando a vida simples e próxima a natureza. A história dos últimos anos de vida do escritor é o tema do filme A Última Estação . A produção retrata o momento em que o romancista russo abriu mão do seu título de nobreza, de suas propriedades e de sua família, para tornar-se um homem pobre, vegetariano e celibatário.

Maria Antonieta

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"Não cuidais nem de vossos deveres de esposa, nem de vossos deveres de rainha" Imperador José, a respeito de sua irmã, Maria Antonieta. Provavelmente esse foi o espírito que Sofia Copolla quis captar no seu filme sobre Maria Antonieta: uma rainha que não se comportou como uma rainha. Afinal de contas, a austríaca Maria Antonieta não foi preparada para ser uma soberana. Perdida no luxo e nas rígidas etiquetas da corte francesa ela procurou viver num mundo particular, onde nem mesmo escândalos e intrigas pareciam incomodá-la. Não é a toa como Sofia Copolla conduz o seu filme, a escolha musical nos apresenta uma rainha de espírito adolescente - aquele AllStar nos meios dos sapatos da rainha não é gratuito. Uma soberana que não assumiu a responsabilidade do cargo que exercia e dessa forma ficava bem distante do seu povo. Seguramente, Maria Antonieta começou a amadurecer quando tornou-se mãe.